terça-feira, 12 de julho de 2011

Diferencial auto blocante

O diferencial é fator de equilíbrio, repartindo o esforço de giro entre as duas rodas igualmente, o que acarreta um inconveniente: quando, por qualquer motivo, uma roda motriz perde aderência, a potência desenvolvida é "descarregada" sobre essa roda, aumentando sua rotação. Esta repartição em partes iguais faz com que uma das rodas gire em falso e a outra (com aderência, mas sem força) não possua torque suficiente para deslocar todo o peso do veículo. Daí a aplicação de dispositivos autoblocantes.

O autoblocante é um limitador da atividade do diferencial. O fato de, quando uma roda gira em falso, ainda que momentaneamente, haver uma transmissão integral de força para a roda oposta, dobrando sua rotação e absorvendo todo o torque (o torque se concentra na roda que teve sua aderência ao solo reduzida ou eliminada), enquanto a oposta está destracionada, gera uma situação inconveniente em uma curva, por exemplo. O autoblocante incorporado ao diferencial convencional evita a perda da tração. O mais conhecido e aplicado, por sua eficácia e baixa manutenção, é o de placas de atrito.

Os diferenciais autoblocantes corrigem a rotação excessiva de uma roda em relação à outra, isto é, reduzem a rotação da roda que desliza, transferindo maior potência para que a que tem aderência, bloqueando o diferencial e fazendo com que as rodas girem forçosamente na mesma velocidade. Isto se faz através de um dispositivo similar a uma embreagem de placas que, quando acionada, faz com que a planetária gire solidária à caixa do diferencial, neutralizando assim o efeito diferencial.

O processo de avaliação de seu rendimento e eficácia de projeto está vinculado ao seu percentual de deslizamento, isto é, o quanto é permitido que as semi-árvores transmitam mutuamente, por atrito, do torque recebido. O diferencial autobloqueante é tanto mais eficaz quanto maior seu deslizamento: em um veículo que tem um deslizamento de 25%, as semi-árvores transmitem apenas 1/4 do torque recebido.

Suas principais vantagens são:

1- aumento de estabilidade, principalmente em curvas;
2- aumento da tração, com ganho em tempo nas saídas de curva, fundamental em competição;
3- deslocamento sob condições adversas (pisos com aderência reduzida).

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